
AUM recorde da BlackRock esconde encolhimento de 20% do braço cripto em meio a banho de sangue do mercado
A BlackRock acaba de atingir um AUM recorde de US$ 15,34 trilhões, mas sua divisão de cripto sangrou 20% no 2º trimestre. Enquanto os ativos tradicionais dispararam, as holdings digitais despencaram US$ 11,8 bilhões, sinalizando uma forte rotação institucional para fora do setor. Isso não é apenas ruído de mercado; é um player importante retirando capital.
A BlackRock, a titã, acaba de registrar um AUM recorde de US$ 15,34 trilhões para o 2º trimestre de 2026. Mas não estoure o champanhe. Enquanto ETFs e mercados privados imprimiam dinheiro, seu braço cripto foi absolutamente massacrado. As holdings de ativos digitais despencaram quase 20%, para US$ 48,8 bilhões.
Isso não foi apenas uma queda de mercado. Clientes sacaram US$ 3,1 bilhões, com outros US$ 8,7 bilhões vaporizados pela queda dos preços. A visão de longo prazo é ainda mais feia: o AUM digital caiu 39% ano a ano, de US$ 79,6 bilhões. O capital institucional está fugindo.
O contraste é gritante. A BlackRock arrecadou US$ 192 bilhões em entradas líquidas, principalmente de ETFs. Sua receita geral disparou 31%, superando as estimativas dos analistas. Cripto, enquanto isso, mal registrou, gerando menos de 1% de sua receita total de taxas. É um show secundário, e um perdedor.
Este recuo institucional espelha a carnificina mais ampla do mercado. Os ETFs de Bitcoin spot dos EUA acabaram de ter seu pior mês de junho, sangrando US$ 4,5 bilhões enquanto o Bitcoin caía mais de 20%. O próprio Bitcoin ainda está 49% abaixo de seu pico de outubro de 2025. O dinheiro inteligente está fora, por enquanto.